Samba do Quinto
As próximas edições do Samba do Quinto podem não acontecer por falta de recursos
Instituto Alcântara lança campanha para arrecadar R$ 20 mil e pede apoio à comunidade para manter os encontros gratuitos em Itabira.
- Publicação
- Meta da campanha R$ 20 mil
- Realização Instituto Alcântara
O futuro do Samba do Quinto depende de uma mobilização de quem quer ver o projeto continuar. Diante das dificuldades para reunir os recursos necessários às próximas edições, o Instituto Alcântara lançou uma campanha de arrecadação na plataforma Kickante. A meta é alcançar R$ 20 mil para ajudar a manter os encontros gratuitos nas praças de Itabira.
O evento reúne famílias, amigos e moradores de diferentes gerações em torno da música. Sua realização nasce de uma vontade compartilhada pela população, pelos artistas e pelas pessoas que colaboram com a organização. Apesar desse envolvimento, viabilizar cada edição tem exigido um esforço cada vez maior.
Segundo Marcos Alcântara, diretor-presidente do Instituto, a campanha busca ampliar a participação da comunidade na continuidade do projeto.
“O Samba do Quinto existe porque a população quer, os artistas acreditam e muitas pessoas ajudam. Quando a gente vê as famílias chegando e os amigos se encontrando na praça, percebe o valor desse trabalho. Mas precisamos ser sinceros: está difícil reunir as condições para continuar. Temos vontade de fazer, temos pessoas dispostas a colaborar, mas precisamos de mais apoio.”
Antes de cada encontro, o Instituto procura parceiros para ajudar com o transporte dos equipamentos, os ensaios dos artistas, a estrutura e outras necessidades da organização. Também precisa lidar com tributos municipais, taxa de alvará e demais despesas assumidas para realizar o projeto.
Essa articulação se repete a cada edição. Mesmo com a colaboração dos parceiros, os recursos disponíveis têm sido insuficientes para dar tranquilidade ao planejamento dos próximos eventos.
“Quem chega à praça vê o samba acontecendo. Antes disso, houve muita conversa, procura por parceiros e gente ajudando nos bastidores. Somos muito gratos a quem participa. A campanha é uma maneira de pedir que mais pessoas se juntem a esse esforço, porque está ficando difícil sustentar tudo com os recursos que temos”, explica Marcos.
Parte do custeio vem do ponto próprio de comercialização de alimentos e bebidas do projeto. Por isso, consumir nesse espaço durante o evento também ajuda na realização. A vaquinha busca complementar essa receita e reunir contribuições de moradores, empresas, comerciantes e demais apoiadores.
A preocupação com a continuidade envolve o que o encontro representa para os bairros. Para famílias com o orçamento apertado, a entrada gratuita permite aproveitar uma programação musical perto de casa. Para os artistas, o evento oferece espaço de contato com o público. Sua realização também movimenta o trabalho de profissionais e o comércio local.
“Às vezes, para uma família, aquele é o momento de lazer que cabe no orçamento. É a oportunidade de sair de casa, encontrar os vizinhos e ouvir música sem pagar pela entrada. A gente não quer que isso se perca. Seria muito triste ter a vontade da comunidade e a disposição dos artistas, mas não conseguir realizar por falta de recursos”, afirma o diretor-presidente.
As contribuições podem ser feitas diretamente pela Kickante, com o valor que cada pessoa puder oferecer. A campanha sugere doações de R$ 10, R$ 20 ou R$ 50, mas outros valores também são bem-vindos. O Instituto divulgará a arrecadação e a aplicação dos recursos para que os apoiadores acompanhem sua utilização.
Quem não puder contribuir financeiramente pode ajudar compartilhando o endereço da campanha e apresentando o projeto a possíveis parceiros.
“Uma pessoa não precisa resolver tudo. O que estamos pedindo é que quem puder ajude um pouco. Quem não puder doar pode compartilhar ou nos aproximar de alguém que queira apoiar. O Samba do Quinto é uma vontade de muita gente, e é com essa união que queremos continuar”, conclui Marcos.
Para contribuir com a campanha “Não deixe o Samba do Quinto parar”, acesse:
